O inglês é falado por 1,5 bilhão de pessoas;
O chinês por 1,2 bilhão;
O indu por 1,0 bilhão;
51 línguas são faladas por uma pessoa
1.500 línguas são faladas por menos de mil pessoas;
240 línguas são faladas por 96% dos seres humanos.
Acredita-se que daqui a l00 anos restarão 100 línguas;
24 daqui a 300 anos.
O inglês, espanhol e chinês e espanhol sobreviverão.
O português será incorporado pelo espanhol.

A Língua Portuguesa

No período medieval, o português nasceu da cisão do galaico-português em dois falares distintos (galego e português).
A sua estrutura de língua novi-latina manteve-se mas recebeu, ao longo do seu período de formação, a contribuição de outras línguas, especialmente o árabe e as línguas germânicas.
No período renascentista, o grego e, principalmente, o latim erudito contribuíram para uma maior variedade vocabular, e para a estruturação lingüística e gramatical.
Com as Grandes Navegações e as Descobertas, a língua portuguesa adotou vocábulos de diferentes origens.
Nos séculos XVIII e XIX, sofreu influência do francês.
No século XX, do inglês.

As línguas no Brasil

Antes de 1.500 havia 1.175 línguas.
Hoje são menos de 200. Certamente línguas indígenas.
O Brasil não tem dialetos.
No máximo, tem regionalismos.

A língua portuguesa no Brasil

Os descobridores, os primeiros povoadores e os padres falavam o português.
Os índios potiguaras, viatãs, tupiniquins, caetés, tupinambás, guaranis, carijós, tapuias, aymorés, goytacazes e tamoios falavam suas línguas. Foram identificadas na costa cerca de 76 nações e línguas. Só no Amazonas existiam mais de 150. Os estudos das línguas indígenas começaram com o padre biscaino João Azpicuelta Navarro.
Os bandeirantes falavam a língua geral, mistura de português com as línguas indígenas
Em 1583, as línguas africanas foram introduzidas no Brasil com a chegada de quatro mil escravos da Guiné. Sofreriam alterações findo o tráfico. Nina Rodrigues foi o primeiro a estudar as línguas e os dialetos da Guiné, Angola, Moçambique, Costa da Mina, Daomé e Sudão, predominando o nagô e o ioruba, na Bahia, e o quibundo, no Norte e no Sul.
Em 1595, em Coimbra, foi publicada por Antônio de Mariz a “Arte de Gramática da Língua mais usada na costa do Brasil”, feita pelo padre José de Anchieta que também elaborou “Diálogo da Doutrina Cristã” e “Arte da língua brasílica” a que todos os jesuítas deviam ler.
Em 1727, Dom João V fez saber ao governador do Maranhão que os índios deveriam ser instruídos na língua portuguesa.
Em 1755 em São Luís e Belém só se falava a língua tupica, inclusive nos púlpitos das igrejas.
Em 1757, O Código do Marques de Pombal ou a Lei do Diretório tinha por objetivos vulgarizar a língua portuguesa Com ela se conseguiu mudar a língua do Pará, São Paulo e Maranhão, determinando o ensino da língua portuguesa.
Em 1768, o guarani era a língua usada na intimidade em S ???p?ão Paulo.
Em 1823, José Honório Rodrigues registrou in “Humanidades”, revista da UnB: A vitória real da língua portuguesa no Brasil só foi registrada 300 anos depois da chegada dos descobridores, quando os brasileiros falaram pela primeira vez sua própria língua, em reunião pública, nos debates da Assembléia Constituinte de 1823”
O português é falado em sete países, espalhados por cinco continentes, por mais de 230 milhões de pessoas.
181,0 milhões no Brasil
18,9 milhões em Moçambique
12,0 milhões em Angola
10,0 milhões em Portugal
4,5 milhões de portugueses na Europa, América do Norte e América do Sul
1,1 milhão em Guiné Bissau
1,0 milhão em Macau, Timor Leste, Goa, Damão e Diu
434,0 mil em Cabo Verde
134 mil em São Tomé e Príncipe
A língua portuguesa tem um acervo de 500 mil palavras.
A 1ª edição do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, da Academia Brasileira de Letras, em 1981, coordenado por Antonio Houais, registrou 360 mil palavras
Admite-se que hoje hajam:
160 mil na língua viva do Brasil e
140 mil na língua viva em Portugal.
Reformas Ortográficas na Língua Portuguesa
Em 1911, Portugal adotou a 1ª reforma ortográfica
Em 1931, foi aprovado o 1° Acordo Ortográfico entre Brasil e Portugal por iniciativa da Academia Brasileira de Letras e a Academia das Ciências de Lisboa
Em 1943, foi adotada a 1ª Convenção Ortográfica entre Brasil e Portugal
Em 1945, adotou-se a Convenção Ortográfica Luso Brasileira, em Portugal e não no Brasil.
Em 1971, foi promulgada Lei, no Brasil, reduzindo as divergências ortográficas com Portugal, com a simplificação.
Em 1973, foi promulgada Lei, em Portugal, reduzindo as divergências ortográficas com o Brasil.
Em 1975, a Academia das Ciências de Lisboa e a Academia Brasileira de Letras elaboraram novo projeto de acordo que não foi aprovado oficialmente.
Em 1986, realizou-se no Rio de Janeiro o primeiro encontro da comunidades dos países de língua portuguesa, tendo a Academia Brasileira de Letras apresentado o Memorando Sobre o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. Também se realizou o Encontro de Verificação Ortográfico da Língua Portuguesa, que teve como Secretário Geral Antonio Houaiss, que apresentou o documento Bases Analíticas da Ortografia Simplificada da Língua Portuguesa, em 1945, renegociada em 1986.
Em 1990, a Academia das Ciências de Lisboa convocou novo encontro juntando uma Nota Explicativa do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinado por representantes de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe, e estabelecendo que o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa entrará em vigor em 1 de janeiro de 1994...

Há quem afirme que:
Uma criança usa 1.000 palavras
Um adulto, 2.000;
Uma pessoa culta, 5.000
Um pessoa erudita, 10.000.
O bra ???p?sileiro médio usa 2.000 palavras
Dicionários
O Dicionário da Academia Brasileira de Letras tem 72 mil verbetes
O Dicionário de Antonio Houaiss 228.500
O Dicionário Michaelis 200.000
O Dicionário do Aurélio 160.000
O Dicionário Larousse Ilustrado 35.000
O Dicionário da Academia das Ciências de Lisboa 120.000l
O maior Dicionário do mundo é o Oxford English Dictionary com 615.00 verbetes. A 1ª edição saiu em 1927, depois de 48 anos de pesquisas, com 414.825.
A gíria no Brasil teria um acervo de:
50 mil palavras.
No meu Dicionário, 28 mil
No de Viotti, 5 mil (1957)
No de Nascentes. 2,5 mil (1953)
No de Amadeu Amaral, 2,0 mil (1922)
No de Elysio Carvalho, 500 (1912)
No de Bock l,0 mil (1903)
As referências sobre gírias
Em Portugal, nos séculos
XVI (Gil Vicente, Jorge Ferreira de Vasconcelos)
XVII (Dom Francisco Manuel de Melo)
XVIII (padre Rafael Bluteau e Manoel Joseph Paiva)
No Brasil,
XIX (Manuel Antonio de Almeida, Aloizio de Azevedo, J.Romaguera Correa)
XX (Bock, Elysio de Carvalho, Amadeu Amaral, Antenor Nascentes, Manuel Viotti, Monica Rector, Dino Pretti)

Como nascem as gírias.

Muita gente pergunta pelo correio eletrônico, bem como em entrevistas, encontros, seminários etc como nascem as gírias. ???p?
As formas são muitas:
1) neologismos, novas palavras com a lógica da língua, seja pela morfologia ou fonética;
2) metaplasmos
3) bordões, jargões, refrões, chavões, clichês, gritos de guerra, palavras de ordem, etc
4) palavrões e calões
5) ditados, ditos e expressões populares, frases feitas, frases de efeito
6) modismos induzidos, especialmente na tevê, um bordão que vira modismo
7) modismos tecnificados, especialmente na publicidade, uma frase, um slogan, uma palavra de ordem que vira modismo
8) regionalismo, caipirismo
9) vícios de linguagem, barbarismos, solecismos
9) palavras inventadas
10) corruptelas ou corrutelas
11) duplo significado. Na etimologia, uma coisa. Na gíria, outra
12) inclusão ou supressão de letras e sílabas
3) preguiça de se pronunciar a palavra por inteiro
14) simplificação da linguagem.

A maior palavra
A maior palavra da língua portuguesa não é anticonstitucionalissimamente, como durante muito tempo se falou, mas Pneumoultramicroscopicossilico- vulvcanoconiotico, com 46 letras., que significa estado de que é acometido de uma doença rara provocada pela aspiração de cinzas vulcânicas.

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"Esta obra é rica de signos e ???p? significados. Concordo com a observação do autor de que ela "é a manifestação da língua viva", representando apreciável vertente do nosso vernáculo."
Arnaldo Niskier, ex-Presidente da Academia Brasileira de Letras

"Quero dizer-lhe, muito lealmente, que você levou a bom termo alguma coisa de extremo interesse presente a futuro não só para a nossa lingua formal presente, mas também para a informal, cujos enlaces você não deixou de apontar."
Antonio Houaiss, ex-Ministro da Cultura e membro da Academia Brasileira de Letras."Gostei muito do Dicionário. É bom. Acho que Houaiss tem razão."
Marcos Vinicius Vilaça, Ministro do Tribunal de Contas da União e membro da Academia Brasileira de Letras"Um trabalho dessa ordem, pesquisando a linguagem falada do povo, das classes marginais tem, em nossos dias, uma importância muito grande para o estudo da lexicografia popular."
Dino Pretti, Professor da USP."Serra escarafunchou meio mundo, aqui e alhures, região por região, por todo esse Brasil imenso, a fim de registrar vocábulos e expressões de que se valem os brasileiros na sua prática coloquial cotidiana."
Blanchard Girão, Jornal ???p?ista.

"Trata-se de uma longa pesquisa em que você contribui valiosamante para o linguajar falado do brasileiro e isso ajuda sobremaneira a todos nós."
L.G. Do Nascimento Silva, ex-Ministro da Previdência e ex-Embaixador do Brasil em Paris."Desejo cumprimentá-lo pelo "Dicionário de Gíria" que você teve a coragem de iniciar a perseverança de levar a bom termo.
Osvaldo Della Giustina, ex-Reitor da Universidade de Tocantins.

"No seu livro, Serra e Gurgel, adverte que disseminação dessa forma de Linguagem, não raro também divulgada pelos meios de comunicação, pode estar levando o português falado no Brasil a se transformar numa língua ágrafa - ou seja, sem a correspondente representação gráfica para sua manifestação sonora."
Editorial do jornal A GAZETA, de Vitória, ES.

VEJA AS EDIÇÕES ANTERIORES DO JORNAL DA GÍRIA

Jornal Novembro de 1999
Jornal Dezembro de 1999
Jornal Janeiro de 2000
Jornal Fevereiro de 2000
Jornal Março de 2000
Jornal Abril de 2000
Jornal Maio/Junho de 2000
Jornal Julho/Agosto de 2000
Jornal Setembro/Outubro de 2000
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2001
Jornal Março/Abril de 2001
Jornal Maio/Junho de 2001
Jornal Julho/Agosto de 2001
Jornal Setembro/Outubro de 2001
Jornal Novembro/Dezembro de 2001
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2002
Jornal Março/Abril de 2002
Jornal Maio/Junho de 2002
Jornal Julho/Agosto de 2002
Jornal Novembro/Dezembro de 2002
Jornal Dezembro/02 - Janeiro/03
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2003
Jornal Abril/Maio de 2003
Jornal Junho/Julho de 2003
Jornal Agosto/Setembro de 2003
Jornal Outubro/Novembro de 2003
Jornal Dezembro de 2003
Jornal Fevereiro/Março de 2004
Jornal Abril/Maio de 2004
Jornal Junho-Agosto de 2004
Jornal Setembro/Outubro de 2004
Jornal Novembro/Dezembro de 2004
Jornal Janeiro-Abril de 2005
Jornal Maio/Julho de 2005

Jornal Agosto/Outubro de 2005
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2006
Jornal Março/Abril de 2006
Jornal Maio/Junho de 2006
Jornal Agosto/Setembro de 2006
Jornal Outubro/Dezembro de 2006
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2007
Jornal Março/Abril de 2007
Jornal Maio/Julho de 2007
Jornal Agosto/Outubro de 2007
Jornal Novembro/Dezembro de 2007
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2008

Jornal Março/Abril de 2008

Jornal Maio/Junho de 2008
Jornal Julho/Agosto de 2008
Jornal Setembro/Outubro de 2008
Jornal Novembro/Dezembro de 2008
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2009
Jornal Março/Abril de 2009
Jornal Maio/Junho de 2009
Jornal Julho de 2009
Jornal Agosto de 2009
Jornal Setembro/Outubro de 2009
Jornal Novembro/Dezembro de 2009
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2010
Jornal Março/Abril de 2010
Jornal Maio/Junho de 2010
Jornal Julho/Agosto de 2010
Jornal Setembro/Outubro de 2010
Jornal Novembro/Dezembro de 2010
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2011
Jornal Março/Abril de 2011
Jornal Maio/Junho de 2011
Jornal Julho de 2011
Jornal Agosto de 2011
Jornal Setembro/Outubro de 2011
Jornal Novembro/Dezembro de 2011
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2012
Jornal Março/Abril de 2012
Jornal Maio/Junho de 2012
Jornal Julho/Agosto de 2012
Jornal Setembro/Outubro de 2012
Jornal Novembro/Dezembro de 2012
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2013
Jornal Marco/Abril de 2013
Jornal Maio/Junho de 2013
Jornal Julho/Agosto de 2013
Jornal Setembro de 2013
Jornal Outubro de 2013
Jornal Novembro/Dezembro de 2013
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2014
Jornal Março/Abril de 2014
Jornal Maio/Junho de 2014
Jornal Julho/Agosto de 2014
Jornal Setembro/Outubro de 2014
Jornal Novembro/Dezembro de 2014
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2015
Jornal Março/Abril de 2015
Jornal Maio/Junho de 2015
Jornal Julho/Agosto de 2015
Jornal Setembro/Outubro de 2015
Jornal Novembro/Dezembro de 2015
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2016
Jornal Março/Abril de 2016
Jornal Maio/Junho de 2016
Jornal Julho/Agosto de 2016
Jornal Setembro/Outubro de 2016
Jornal Novembro/Dezembro de 2016
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2017
Jornal Março/Abril de 2017
Jornal Maio/Junho de 2017
Jornal Julho/Agosto de 2017
Jornal Setembro/Outubro de 2017


Jornal da Gíria Ano XVIII- Nº113 – Novembro e Dezembro de 2017
 

Jornal da Gíria: 18 anos. 625 mil

acessos.  A  memória gíria do Brasil.


Visite o nosso Facebook, com as últimas questões gírias e da língua portuguesa.

Clique nos ícones abaixo e veja ou ouça o que a equipe do Jornal da Gíria pesquisou sobre a língua portuguesa e que é do seu interesse conhecer.

Ouça aqui giria portuguesa e divirta-se ! (necessario PowerPoint )

 Veja o que mandou António Pinho, de Lisboa: A origem da língua portuguesa:

https://www.youtube.com/watch?v=EtBief6RK_I

Veja o que me mandou Rubem Amaral Junior  :

http://youtu.be/sTVgNi8FFFM

veja a despedida do trema  ! (necessario PowerPoint)

giria de angola : https://www.youtube.com/watch?v=YZdSGL54f-Y

Brasileirismos ! (necessario PowerPoint)

ATUALIZANDO ; 273  MILHOES DE PESSOAS FALAM A INGUA PORTUGUESA

pAISES

POPULAÇÃO

BRASIL

207,6 MILHÕES

ANGOLA

26,0 MILHÕES

MOÇAMBIQUE

25,0 MILHÕES

PORTUGAL

10,5 MILHÕES

GUINÉ BISSAU

1,8 MILHÃO

GOA

1,7 MILHÃO (*)

GUINE EQUATORIAL

700,0 MIL

MACAU

640,0 MIL (**)

CABO VERDE

550,0 MIL

SÃO TOME E PRINCIPE

200,0 MIL

TOTAL

274,0 MILHÕES

(*) Território Indu (**) Território Chinês

NE – Na Comunidade dos Paises de Lingua Portuguesa, sediada em Lisboa, há indicação de que Macau gostaria de ser membro da Comunidade, mas é verdade que os chineses cada vez inibem os que falam português

em Macau e caminham para destarutir todos os traços da presença de Portugal no enclave chinês.  Quanto a Goa, a pressão indu é mais forte e pouco a pouco somem os traços da presença portuguesa em Goa.

As “infermidades” ou enfermidades da língua portuguesa

JB Serra e Gurgel (*)

Há anos que trabalho com gíria, a 2ª.língua dos brasileiros de todas as cores, tribos. idade, sexo. escolaridade, gênero, grau, renda, classe, família, moradia, preferencias, plumagem, ideologia, estado civil, militar,  religioso,

jurídico e o escambau a quatro. Sou autor de um Dicionário de Gíria, abençoado por Antonio Houaiss e que teve, na estreia , o prefacio de Arnaldo Niskier, então presidente da Academia Brasileira de Letras. Comecei em 

1985 com5 mil verbetes, se tanto, e na 8ª. Edição, passei do 30mil, incorporando inclusive as gírias mais comuns  de Portugal. Angola e Moçambique e não me foi possível chegar a Guiné-Bissau, Cabo Verde e São Tomé e

Príncipe, Goa e Macau, possessões da civilização portuguesa na India e na China, em processo de extinção..

Aprendi que um brasileiro comum, semi alfabetizado, autodidata  ou analfabeto funcional,  com o estudo que o Estado referenda, tem um equipamento linguístico muito curto, de mil palavras, 80% gírias. Nos últimos 50 anos, 

nada mudou. 90% não leem um livro por ano. Daí porque é baixo o nível de leitura dos brasileiros.

Um brasileiro médio, com o 1º e o 2º graus completo, usa mais ou menos 2 mil palavras. 80% gírias. 80% não leem um livro por ano, não leem revista e jornal só os chamados populares, de letras grandes, mulheres peladas, sangue e crimes cabeludos.

Um brasileiro, de nível superior, feito nas coxas,  com alguma leitura ,chega as 3  mil palavras. 60% gírias. 50% nao lem um livro por ano.

Um brasileiro, de nível superior com muita leitura, chega as 5 mil palavras, domina a língua portuguesa, com a norma culta e língua padrão. Usa pouco a gíria. Lê muito livro, jornal e revista.

Dos meios de comunicação no Brasil, as revistas fazem pouco uso da gíria. Os jornais  dos públicos A e B, até bem pouco tempo, usavam gírias com aspas ou itálico; Hoje, aderiram. Já os jornais dos públicos C e D, que se dedicam 

a futebol, mulher pelada, crime de todo tipo, policia de todo tipo, fuleiragem e putaria, usam e abusam da gíria.

O radio é giria pura;

A televisão quando se voltava para mercado A e B não usava a gíria, mas já desceram do telhado e hoje , voltada para as periferias e o povão das classe C e D, aderiram à gíria com diretores,  redatores, âncoras  e elenco, na sua ampla 

e generosa maioria semi-analfas. Não falam uma frase completa fora do texto. Aí só cacos.

A internet, o novo mundo virtual, criou sua própria linguagem, e no Orkut, Face book, Twiter, Instagram, simplificou a reduziu a linguagem quase  à perfeição do sincrétsmo e  com base na metrica de caracteres possíveis e admissíveis.

Na internet, é importante ressaltar que os sites informativos e de busca, primam por usar norma cultura da língua portuguesa, o que é um indicador de excelência e de civilização, e que embanana milhões que acessam.

 Quando iniciei minha caminhada pelo latifúndio gírio descobri que a gíria nasceu no Rio de Janeiro e era linguagem da marginalia, da malandragem, , policiais, bandidos, muitos deles vindos de Portugal, Argentina, Espanha e Italia. 

Os daqui habitavam cortiços, barracos e favelas pendurados nos  morros do Tunel Novo em direção à Zona |Norte, esparramando-se por trens, ônibus , bondes  nos espaços  em que as conversas , as noticas e os babados eram faladas no idioma gírio, o único conhecido por todos.,

As tribos universais, com a transplantação cultural, criaram suas gírias, com base nos seus códigos de conduta, de comportamento, de linguagem e interesses, , como fizeram hippies, surfistas, pops  e as periféricas incorporaram os punks, funks e rappers. Suas gírias  traduzem expressões 

de outras línguas, especialmente a inglesa, com forte contratação e aliteração e fusão de sons, signos e significados.

Neste momento, estou fechando a 9º edição do meu Diciunari0 de Gíria. Não acredito que chegue as 35 mil, 90% de termos vivos, alguns com mais de 100 anos de vida útil. O que é uma barbaridade e uma raridade. O que fortalece o principio básico da minha tese: a gíria ´´e um modismo 

que vai e volta, é a língua viva, a língua falada, a língua que as pessoas decodificam e se entendem.

Acredito pelo conjunto do meu acervo de livros de gírias de quase todos os estados brasileiros - . Só não consegui reunir de Tocantins, Sergipe, Mato Grosso, Roraima, Amapá - o nosso patrimônio gírio deva conter cerca de 100 mil palavras, o que é muito, considerando que o patrimônio

da língua portuguesa é de cerca de 500 mil, entre a çlingua viva e morta.. Teriamos um quinto!

Temo enfrentar situações constrangedoras e “enfermidades” linguísticas.

Muito embora , Antenor Nascentes, em 1954, ,quando lançou seu Dicionário de Gíria, tenha tido o cuidado de advertir que não se censuraria e colocaria todos os termos , mesmos os mais indecentes, ressalvou que “em Ciência não há indecência”,  hoje grassa nesta banda do Atlântico Sul a 

censura do “politicamente correto” , ícone das minorias radicais que querem impor seu pensamento às maiorias silenciosas e  também  intimidar pesquisadores da língua portuguesa   obriga-los a excluir de seus trabalhos termos e expressões sob pena de severas punições e execrações.

Lembra os ritos da Santa Inquisição que  assolou a Península Ibérica e que levou Manuel Joseph Paiva a publicar, em 1759, há 258 anos,  “Infermidades da lingua e arte que a ensina a emudecer para melhorar” , que eram palavras correntes mas que foram banidas e que hoje constam

deste livro. Por obra do arcaico e da velharia muitos saíram de moda e muitos sobrevivem, no fluxo e contrafluxo do modismo linguístico. Emudeceram as”enfermidades” que tiveram uma recaída e foram resgatadas.

 

JB Serra e Gurgel (Acopiara), jornalista e escritor, serraegurgel@gmail.com

Gírias do Amapá

Colaboração de Marcia Maria Gurgel Serra Barrera, Ialle Borges Gurgel e Yasmim Gurgel, de Macapá;

abestado

besta

alvará

quem dirá

arreda aê

afasta aí

asilando

dando em cima

baita

legal

bora lá

vamos lá?

bora la só tu

eu não irei

carapanã

mosquito

caparanã comeu vuou

comeu saiu

da de emprestar

pegar emprestado

da de fazer

da para fazer

da rocha

assunto com convicção

dando em cima

paquerando

de rocha

palavra ou assunto de convicção

derrubar

entregar dedurar

despombalecido

moleza enfermidade

diacho

desapontamento

dicascar

descascar

discunjuro  até

Deus me livre

dizar

deu um fora, se esquivou

é pissica da braba

mandinga

é o vai da estrela

com certeza ele não vai

êêê......

quando algo que se conta é mentira

éééé´guaaaaaa

muito espanto

é-gu-á

poxa

égua da largura

muita sorte

égua da potoca

que mentira

égua moleque

surpresa, alegria ou raiva

égua moleque tu é doido

fato realmente surpreendente

égua não

não acredito

eita porra

impressionado

ele é do tempo da calça tucandeira

calça da barra curta

esbandalhar

quebrar

esmigalhar

desmanchar

essa é da grife do varal

roubada

esse um ou aquele um

para se referir a pessoa ou objeto

eu choooro

dá teu jeito

filho duma égua

filho da mãe

fooolêgo

muita admiração

gala seca

idiota

gastar o shampoo

derramar

indio comido indio ido

comeu saiu

já estás no teu momento

fazer algo que chame atenção

já me vu

tchau

já tá do meio dia pra tarde

quase acabando, velho ou quase morto

já vale

quando alguem faz algo que outra pessoa não gosta

levar o farelo

morrer

levou ou deu um nike

levou um fora

logo quem não?

já esperava isso dele

mas quando

você está mentindo

mas quando

não negação

mas uh caralho

muita admiração

mas tu é mioto pau no cú

idiota

mais como então

me explique

maninho, maninha

qualquer pessoa conhecido ou não

mas credo

sai fora

merda/bosta n agua

Maria vai com as outras

migué

mentira, mentiroso

miudinho

pequeno

muienxerido

intrometido

muito escroto

muito ruim

muito palha

muito ruim

na moral

na cara de pau

não é cuia

claro que é

não é pão

claro que  é também

não é pão

claro que não

não é cuia

claro que sim

não maxo

nãoooooo

ironizando uma negação

não que não

afirmando com convicção

o ciclano

aquela pessoa

olha já

é mentira

olha que o pau te acha

toma cuidado

paga uma aí

paga uma bebida

paidégua

muito legal

pega te

tome esta ou pegue esta

peidado do juízo

este é louco

pior né?

afirmação verdade

pitiu

cheiro de peixe

porrudo

algo grande

putistanga

poxa vida

rapidola

rapidinho

sai pra lá

só o filé da gurijuba

bacana, legal ótimo

só a poupa da bacaba

bacana, legal ótimo

só dou-te na cara

vou te bater

só pode ser feitiço

quando algo dá errado

só te digo vai

chamar atenção dos filhos

tá lá uma hora dessa

qualquer hora

ta nessa?

tá porre

está bêbado

tá remando pra beira

tomando cuidado , sendo cauteloso

táaaa cheiroso

tu jura

táaaa não

nunca

te acoca

te abaixa

te doidé

teu cú

claro que não

to mordido

de raiva

toma te

bem feito para você

tu alopras

você apela

tu acha isso bonito?

reprovação

tu te manca

tucandeira

pegando siri

tú é o belo velho

o mesmo que tá cheiroso

tu juura não

claro que não

tu ta castelando

tá negando algo

tuíra

pó na pele de quem não toma banho direito

uuuuuulha

veja

ulha disk

espanto com desdém

umboraimbora

vamos embora?

vai bem ali logo

vai querer queixar?

vais enganar

vigia bem

presta muita atenção

vigia o que tu tas fazendo

presta atenção

virar o zezeu

botar para quebrar

xarlando

se exibindo

zé ruela

Babaca

 

A Guiné Equatorial entra na Comunidade de Países de Língua Portuguesa

Obiang decretou o português como língua co-oficial, ainda que 90% da população fale espanhol

Javier Martín del Barrio

Javier Martín del Barrio, Corresponsal en Lisboa , Lisboa 21 JUL 2014 - 12:59 BRT

Foram necessários oito anos, mas na quarta-feira outro de seus sonhos será realizado. Teodoro Obiang conseguirá que a Guiné Equatorial seja admitida na Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) como

membro com plenos direitos.

Durante esses oito anos de tentativa, o presidente do país teve de superar vários desafios, o maior deles o fato de que quase 90% da população fala espanhol. A própria petição de adesão à comunidade lusófona foi 

escrita em castelhano. Durante anos, Portugal vetou o ingresso se a Guiné mantivesse a pena de morte.

Na próxima quarta-feira, na reunião no Timor, que reúne os dirigentes dos oito estados pertencentes a essa comunidade (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor)
erá aprovada a entrada para todos os efeitos do nono país, a Guiné Equatorial que, desde 2010, assistia aos encontros na qualidade de observador. Um ano depois, Obiang decretou que o português era a língua co-oficial

do país, assim como o espanhol e o francês; no entanto, na prática, essa língua não existia na rua nem na administração.

A Guiné Equatorial pode alegar que tem tantas raízes portuguesas quanto espanholas. O navegante Fernando Pó descobriu o país em 1474 e até 1778 a região pertenceu à coroa portuguesa. Nesse ano, Carlos III da Espanha 

firmou um protocolo com Maria I de Portugal para trocar a Guiné por territórios brasileiros. Até 1969, a Guiné não conseguiu a independência da Espanha; dez anos depois, Teodoro Obiang Nguema estava à frente do país.

Durante anos, Portugal vetou o ingresso se a Guiné mantivesse a pena de morte

O grande avalista da entrada da Guiné Equatorial na comunidade portuguesa é o presidente de Angola, José Eduardo dos Santos. Entre ele e Obiang existe uma amizade baseada no acesso ao poder quase ao mesmo tempo e em

situações similares; e com as mesmas armas, ambos se mantêm.

A maior rejeição quanto à incorporação dessa pequena nação em termos populacionais —são só 700.000—, mas grande em recursos energéticos, porém, sempre foi Portugal, que exigia que o português fosse uma língua de uso

corrente —para além do decreto— e que se eliminasse a pena de morte. Em 2012, a reunião de Maputo (Moçambique), Portugal manteve o veto, mas Brasil, Timor e São Tomé votaram ao lado de Angola.

Mas desde então Obiang vem cumprindo as condições de incorporação, inclusive aprendendo o idioma. Seu Governo firmou acordos com Portugal para a formação de professores e de funcionários nessa língua. E, o mais difícil,

em fevereiro Obiang se comprometeu a congelar a pena de morte, semanas depois de ter executado quatro pessoas.

A função da CPLP —criada em 1996— não vai muito além de uma reunião bianual de chefes de Estado para tratar de temas culturais e sociais, com poucos efeitos práticos. Nem mesmo o acordo para uma ortografia comum,

aprovado em 1990, foi implantado em todos os países membros. No entanto, a Guiné Equatorial busca uma presença maior na comunidade internacional e para assim ir mudando sua imagem de regime ditatorial. O país é membro

também da Organização de Países Ibero-americanos, mas não da organização de países francófonos.

A função da CPLP não vai muito além de uma reunião bianual para tratar de temas com poucos efeitos práticos

Além de suas reservas energéticas, a Guiné é cortejada por seu voto na ONU, como se viu recentemente com a entrevista do presidente espanhol, Mariano Rajoy, no encontro de países africanos do mês passado.

Já há 35 anos no poder, o presidente Obiang têm a honra de dirigir o país com a maior desigualdade do mundo: é o 40o por Produto Interno Bruto, teodoricamente de 17.278 euros per capita —na Espanha, são 22.400—, 

mas ocupa a 136a posição no índice de desenvolvimento humano. Apesar da riqueza, a metade da população não tem nem água potável.

'O importante é saber que empreendedor não é profissão', diz Pedro Herz, dono da Livraria Cultura

Com uma visão muito clara sobre o consumo de livros no Brasil e novas tecnologias, Pedro Herz acredita que leitor se faz em casa

Letícia Ginak, especial para - O Estado de S.Paulo Empreendedorismo| 21 de setembro de 2017 | 9h 58

Em 1938, um casal judeu deixa a Alemanha nazista e embarca em um navio com destino praticamente desconhecido. Os dois chegam à Argentina, mas conseguem mudar para o Brasil, especificamente

para a cidade de São Paulo, a procura de novas oportunidades.  Eva Herz, a esposa, começa a alugar livros para imigrantes vizinhos e, aos poucos, constrói uma das livrarias mais conhecidas do País.

Parece resumo de livro, mas essa é a origem da Livraria Cultura e a história dos pais de Pedro Herz, herdeiro e dono da marca, considerada um reduto para os amantes dos livros. O que começou na sala 

de casa se transformou em 18 lojas espalhadas por oito estados. Em entrevista ao Estadão, Pedro Herz, um dos palestrantes da Semana Pró-PME, fala sobre a principal chave para empreender: honrar compromisso.

Sergio Castro

Sergio Castro

 

:.Saiba mais sobre e Semana Pró-PME.:

Como você enxerga o empreendedorismo no Brasil?

Acho que se confunde muito o que é empreendedorismo. Se você muda o caminho para voltar pra casa e ganha 30 minutos a mais no seu dia você está empreendendo.

Empreender é descobrir algo novo, uma nova forma de fazer.

Existem várias maneiras de empreender. Você pode se juntar com seu amigo e abrir um bar ou formar uma banda. O importante é saber que empreendedor não é profissão.

Nesse momento, muitos estão se arriscando e começando a empreender. O que você diria para esses futuros empreendedores?

Eu só aprendi com os meus erros, até porque os acertos são intuitivos. Acredito que a gente tem que honrar o compromisso que assume. Parece que a palavra

compromisso foi erradicada do nosso vocabulário. Quando eu empreendo, eu assumo um compromisso com o meu colaborador que está ao meu lado e tenho que remunerá-lo por isso.

Eu também tenho um compromisso com o meu cliente, eu tenho que entregar o que eu prometo, o cliente é meu chefe. Tem que saber fazer aquilo o que você se propõe. Como eu vou abrir

um restaurante se eu não sei ligar o fogão? Você tem que se preparar para isso, tem que trabalhar, nem que seja de garçom. E tem que saber como é lidar com dinheiro, como você vai bancar

seu negócio, como vai amortizar o déficit. Não tem fórmula, é preciso vocação e capacidade. Não existe realidade imediata, não tem copy/paste.

Você nunca teve resistência com novas tecnologias, sempre acompanhou e investiu na novidade. Como enxerga esse momento extremamente tecnológico para o mercado literário?

Nunca tive problemas. Em 1994, com a chegada da internet, fui pioneiro no mercado. Você tem que inovar. Sobre os readers, eles são uma nova mídia a favor do consumidor. Eu posso ler um livro que

pesa 1 kg em um aparelho de 80 gramas, ou seja, é extremamente confortável para o leitor.

Com essa facilidade dos readers, as vendas de e-books estão crescendo?

Pelo contrário, estão caindo vertiginosamente. Aparelho não faz leitor. Leitor se faz em casa. Se, cada vez mais casais não querem ter filhos, teremos menos leitores, porque nós estamos mal na escola.

Precisamos tentar descobrir o que é ler. Eu acho que faz parte de ouvir, nós não ouvimos mais o que o outro diz. Nós só estamos falando, não conseguimos ficar calados. E digitar é falar. Se você entra em um elevador, 

100% das pessoas estão falando e ninguém está ouvindo. E isso acontece em todos os espaços. Outro dia tive que dar um berro no cinema, é uma loucura. E se eu vou ver um filme, um espetáculo de música, se eu leio um livro, isso é ouvir.

Se eu escuto, aquilo pode me tocar, me emocionar e então eu vou comprar aquela música, vou até reler aquele texto.

O que pensa dos escritores que estão publicando de forma independente?

Ele está assumindo um risco. Publicar um livro é uma coisa, o problema é encontrar o leitor. Nós temos um consumo muito baixo de livro per capita.

Como você enxerga essa onda conservadora que prejudica a produção artística no Brasil, com o cancelamento de exposições e peças de teatro, por exemplo?

Isso me arrepia. Essa censura, proibir e vigiar o que o outro faz. Ninguém é obrigado a ir à exposição, a ver a peça, você vai se quiser. É um falso moralismo.

 
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